28/08/14

Lisboa

Era o dia vinte de agosto. Acordei às seis horas. Da porta de vidro enorme do apartamentinho em Lagos, olhei para o céu como fazia toda manha. Mas toda manha quando acordava, o sol já estava brilhando forte lá fora, cegando minha vista escurecida do quarto fechado. Olhei. Olhei de novo. Apertei os olhos pra ver se era real. Apaguei a lâmpada que tinha acabado de acender. Nao dava pra acreditar na visao. De cara grudada no vidro, fiquei admirando longamente o horizonte. No céu de um azul profundo, límpido, com tons alaranjados, o sol ainda nao tinha se levantando. Só vinha subindo sua luz discreta e lentamente. No alto, dois pontos brilhantes. A Estrela da Alva da manha reluzia. Era meu presente de aniversário! Fiquei longos minutos agradecendo aquilo. Se morasse ali, todo dia iria fazer questao de acordar as seis da manha, ou mais cedo, só pelo prazer do contemplar. Posso estar sendo exagerada, e sei que estou, mas nao lembro de ter visto céu mais azul e límpido na vida. O céu de Portugal nao é possível descrever! 
A família lentamente ia acordando. Eu tentei fotografar o céu. A foto nao ficou boa. Um a um, vinha me abracar, desejando feliz aniversário, e eu repetindo sem parar enquanto apontava pra o horizonte: veja, meu presente está ali! A filha riu. Riu porque deve ter notado que a mae tem sonhos e desejos aparentemente, tao miúdos. Nao quis presente de aniversário este ano. De ninguém. E no Natal, já comunicou, nao quer nada! 

Vou continuar presenteando, mas nao quero ganhar. Acho que cansei desse negócio, dessa paranóia de ter que presentear, só porque tem data certa pra isso. Tenho meus motivos. Hoje sou uma das pessoas mais de bem com a vida que conheco. Meu Senhor e Salvador, me faz sentir tao completa e satisfeita de tal maneira, que parece que nada mais me falta. Nao é excesso de soberba, nao é orgulho nao, tampouco, nobreza. É simplesmente um fato. É também excesso de tanta coisa. Nao tenho lugar pra coisas novas na casa. O que quero, posso, gracas a Deus, comprar. Meu presente de 43 anos, foi a visao do horizonte às seis. A companhia da minha família, a coisa mais importante na terra pra mim, o passeio pela bela Lisboa. E só.

Voltei pra casa cansada, no fim da noite. Mas com a alma serena. Com a mente cheia de belezas vistas e os ouvidos ainda ecoando o idioma. 
No outro dia, quis de novo acordar às seis.

Aqui algumas fotos da encantadora e surpreendente Lisboa:












 Aqui a foto mal feita, mas que dá uma pequena ideia, da beleza do meu presente:

27/08/14

Gosto de Portugal

Arrumei minhas malas com o mínimo de coisas possível e com o máximo de caraminhola na cabeca. Desde muito tempo ouco piadinhas sem graca sobre portugueses, além de vez ou outra, ver algum brasileiro falando que sofreu algum tipo de preconceito estando em Portugal. Mas ultimamente tenho ouvido muitas pessoas que moram aqui na Alemanha, incluindo muitos brasileiros amigos meus,  falando muito bem do país e isso me animou a escolher nossa viagem de férias. Muito feliz digo que todo o receio que eu poderia ter, foi dissipado, voou para longe, assim como vi o vento levar embora muitos dos guarda-sóis espalhando-os nas praias ventiladas da Algarve. Desde o primeiro momento, quando fomos recepcionados pela senhora que cuida do apartamento, até a moca do guichê da copanhia aérea, no voo de volta pra Alemanha, me senti em casa. A sensacao de estar em algum lugar que é, em termos gerais, a origem de todos nós, brasileiros, e saber que ali, depois daquele oceano de aparência infinita, está nosso país, encontrado por acaso há tantos anos, é uma sensacao de muita beleza.

Dá conforto estar em Portugal.






Conforto oferecido pela língua, que no primeiro momento, achamos engracada e pensamos que nao vamos compreender totalmente, mas que logo se encaixa e passamos a perceber os singelos preames do linguajar. Conforto na comida, tao caseira e tao nossa, com gosto de cozinha de mae. Conforto ao ver as senhoras indo a feira, com seus chinelinhos e sacolas de compra, seus "bom dia" tao marcantes. Conforto do sol que arde no céu, mas que vem de levinho ao amanhecer, sobre uma brisa fresca e azul e se poe alaranjado e sereno, no início da noite de verao. Conforto em comer pudim como o que conhecemos no Brasil, de tomar guaraná Antártica e ver produtos brasileiros nas prateleiras. Conforto no voo da gaivota, que faz um barulho como de crianca gritando, no fim da tarde e suja todos os vidros dos carros nas ruas. Conforto ao ver nos bares os senhores mais velhos, reunidos em mesas redondas, tomando um vinho com os amigos, comendo frutos do mar e conversando sobre como suas respectivas esposas se parecem umas com as outras, enquanto assistem futebol e param a conversa animada pra gritar quando o Benfica faz um gol e diminuem a algazarra pra nos dar um até logo simpático quando saímos. Conforto das rádios que tocam tantas músicas brasileiras e fazem piada (olha só, eles nao sao bobos, também riem da gente!). Conforto porque do fogao sai fogo de verdade das bocas (aqui eles quase nao existem mais). Conforto quando na conversa, eles ficam olhando com cara de encantados, quando rio discretamente das palavras novas que vou aprendendo e fazem questao de mostrar que apesar de me entenderem bem, a palavra pra copo de vidro, é galao, que xícara pode também ser chávena e carro é viatura, ou se quiser fazer rir, popó. Conforto em sentar num bar e ver alegremente, várias vezes, um português entrar na conversa de forma gentil e ficarmos ali por horas conversando sobre tudo.  Eu gosto.
Eu gostei de Portugal!





 
Gosto do garcom engracado que pergunta se quero a con"ti"nha. Da gentileza da cozinheira do restaurante que faz nosso jantar mesmo que cheguemos depois da dez da noite, de cara vermelha e pés sujos de areia perguntando se é possível comer algo e do Chef que cozinhando frente a todos, faz uma pausa e vem oferecer um pirulito ao Pedro. Gosto do ardido do piri piri, do bacalhau com batatas e muito azeite, da dourada grelhada, da cataplana linda, brilhante e cheirosa recheada com tamboril, camarao e batata. Gosto da feira livre com peixes frescos e verduras aromatizadas, gosto das casas brancas com seus telhados de barro, com eira e beira e chaminés, tao típicas da regiao. Gosto da sensacao de acreditar que falo devagar, quando percebo que eles sim, falam rápido e engolem letras. Das tantas bougainvilles desesperadamente floridas. Gosto do mar e do rio. Das pontes e bondes. Das placas de rua sempre feitas em azulejos, aliás, gosto dos azulejos! Deles enfeitando as fachadas, as varandas, as cozinhas, os banheiros, os vestidos que imitam sua estampa. Gosto de ver as árvores descascadas até a metade, que servem pra fazer um dos principais produtos portugueses, as rolhas de garrafas de vinho. E das árvores de medronho espalhadas por toda a paisagem e que fazem um conhaque (ou aguardente) que junto com o "moscatel" é famoso na regiao.
Nao, eu nao gosto de cachaca, mas marido sim...






Eu gosto é de Portugal!
  

26/08/14

De férias na Algarve, Portugal

Passamos duas semanas de férias em Portugal, na regiao da Algarve. Envergonhada confesso que nunca antes havia pensado em Portugal como um destino de viagem, nao sei porque, a terra de nossos colonizadores nunca me prendeu a atencao. Acho que a língua sempre fora um empencilho. Quando ainda morava no Brasil eu queria era desbravar outras terras, seria maravilhoso e instigante, aprender uma nova língua. Mal sabia eu que a língua falada em Portugal é outra mesmo ;-)  Achava que Portugal seria um segundo Brasil e que nao seria interessante visitar... sempre fui uma tonta!
Entao, por favor, se surgir oportunidade de conhecer, nao seja boba como eu. Você vai amar o país.




Portugal foi uma maravilhosa supresa pra mim. Nunca pensei que pudesse ser tao lindo! As praias dessa regiao sao um encanto, coisa de cair o queixo mesmo, sabe? O mar tem uma cor exuberante (apesar de as águas serem terrivelmente frias), as ondas sao relativamente tranquilas,  sol fica tinindo o dia todo, no verao de dias prolongados, já que ele se poe, assim como em parte da europa, mais ou menos as dez da noite, e fica lá, brilhando, refletindo magnificamente no mar, compondo uma beleza indescritível! O céu, sem nuvem e lindíssimo, apresenta um azul digno de inspirar poetas! O calor, apesar de temperaturas bastante altas, nao é uma coisa sufocante, uma vez que o vento nao para de soprar e levar por onde passa, o cheiro delicioso de maresia. As falésias da regiao, que cortam o mar, sao impressionantes, a cada paisagem que você para pra observar, fica mais clara a presenca e mao de Deus, desenhando aquelas imagens. Ficava lembrando de uma cena de um filme muito antigo, que já nao lembro o nome, onde uma freira ao se ver no alto de uma montanha, pergunta como alguém ao ver aquela beleza toda pode nao acreditar na existência de Deus. Era isso mesmo que eu me perguntava ao ver aquilo tudo. 





Passeamos bastante. Alugamos um apartamentinho que saiu muito mais em conta do que ficar em hotel e também um carro, o que facilita muito a locomocao. Percorremos muitas praias e paisagens diferentes do que se espera de uma regiao praiana. Comemos muitíssimo bem, foram duas semanas em que só comemos peixe! Com excecao do meu filho, que nao suporta nem o cheiro, todos nos deliciamos com aqueles pratos deliciosos, de sabor incrível e tao bem elaborados. Onde quer que você pare pra comer na Algarve, pode ser o muquifo mais vagabundinho, tenha certeza de que comerá o peixe mais maravilhoso que já experimentou antes! É tudo muito gostoso, com sabor de comida de mae, muito bem feito e o preco da alimentao é bastante camarada.







A única coisa que me aconteceu de estranho foi ter notado que apesar de amar o mar e praia, nao curti tanto dessa vez. Nao sei. É estranho. Acho que estar ficando velha tem dessas coisas. Você chega pensando estar toda bonitona, no seu maiozinho charmoso e discreto e fica lá, o tempo todo, rodeada de mocinhas lindas, nos seus micro biquinis (nao tao micro quanto nas praias brasileiras! ninguém, no mundo todo, usa um biquini tao pequeno quanto as brazucas!) e de topless (se você nao curte ver mulher pelada, nao vá pra Algarve, ok?), e você se sente, devagarinho, diminuindo. As meninas pra lá e pra cá, com seus pequenos e mais ou menos, empinados, peitos ao ar livre, seus cabelos dourados do sol, óculos modernos, suas tatoos, sua pele lisa, aparentemente durinha e bronzeada, sua barriga lisa,  e você ali, escondida naquele monte de areia, querendo enfiar sua cara no buraco mais próximo feito pelas criancinhas, com suas pazinhas coloridas. Encolhendo sua barriga ao máximo que pode, até notar que só pode ir até um ponto em que alguém pense que você tá grávida, enchendo de bloqueador a regiao celulitada, levantando devagar a sua canga cheia de areia, mas no fundo, doida pra que os graozinhos entrem nos olhos do gato ao lado, todo bronzeado, pra ele nao ver que você tá uma velhota...
Sei lá, cara, esse negócio de ficar velha é um saco! Ficar se perguntando, onde foram parar meios peitos e minha barriguinha e bumbum levemente durinhos... ficar se lembrando dos bons tempos quando, pelo menos se pensava, que você era uma gatinha... ai que dureza de vida!

nao quero ficar velha numa cidade praiana, nao quero!
ah sei lá, envelhecer tem seu lado meio desagradável né nao, amiga?

07/08/14

Pedalando pela vida

O dia comeca meio lento. Uma nuvem escura e pesada fica se formando lá fora da minha janela. Tem um ventinho estranho pra dias de verao, mas nao faz frio. O pequenininho coloca seu capacete, fecha o cinto de seguranca da cadeirinha e agarra firme na cintura da mamae enquanto esta comeca a pedalar. O deixo na escolinha e continuo o caminho em direcao a feira. Uma chuvinha fina comeca e eu paro quando ela dá uma encorpada. Debaixo da verdejante copa de uma frondosa árvore, fico observando o pouco movimento da rua, quando muitos dos moradores da cidade, já sairam de férias de verao. Algumas bicicletas, poucos carros. Uma senhora passa com um guarda chuva vermelho e um cachorrinho brinca na chuva, um rapaz passa falando alto num outro idioma no celular, enquanto pedala, os motoristas dos carros olham pra mim. E eu embaixo da árvore, lembro das chuvas grossas do Amazonas. Quando no meio daquele trânsito caótico de Manaus, certa vez, peguei todo o temporal de pingos grossos e em vez de reclamar e me proteger, deixei que a chuva molhasse corpo e alma. Lembro das pessoas olhando pra mim, feliz, na chuva. Elas nao sabiam, mas já era tempestade dentro de mim há tempos... 

Na feira, em frente a catedral, compro as frutinhas para o bolo. Só ontem lembrei, quando meu menininho perguntou na sua língua enrolada: "mama, vamos levar o bolo da senhora da janela?" Meu Deus, esqueci de fazer o bolo prometido a mim mesma! Coloco as frutas na cestinha e vou pra casa. 


Nao se preocupe, as compras nao vieram abertas assim, tá?

A chuva já passou, a nuvem deu uma clareada e eu, de volta, noto como é fácil voltar pra casa. A rua é levemente inclinada, a bicicleta vai descendo sozinha e eu fico olhando as coisas em volta. Lembrancas vao passando como a paisagem que passa ao meu lado, alguns momentos da vida, até ontem, me vem à memória. O sorriso leve faz uma prece. E os pensamentos vao se encaixando um no outro, como imagino acontecer na corrente da minha bike. A cadeirinha atrás faz barulho, a cesta deu uma balancada, sinal fica verde e continuo o caminho, quase sem pedalar. E penso como minha vida ultimamente está assim. Como descendo devagar uma pequena ladeira. Sem esforco, confortavelmente sentada numa bicicleta, recebendo o ar fresco no rosto, de cabelos ao vento e frutas e flores na cesta...

Entendi desde minha conversao e aprendo a cada dia desde entao, o que significa assentar-se nas promessas de Deus. Ontem vivi uma das experiências mais claras e palpáveis de como é Ele quem faz absolutamente tudo na nossa vida. Ontem me ficou muito claro, quao vao é todo sacrifício e esforco para que alguma coisa venha a acontecer. Desisti de, desde agosto, brigar com Deus, com o mundo, com o tempo, com as pessoas e comigo mesma. É claro que nem sempre é fácil, tem vezes que eu choro quando as coisas nao saem exatamente como pensei. Mas daí, eu só faco isso mesmo: chorar quieta no meu canto e pedir a Ele forcas. Já nao brigo, nao bato boca, de que vai adiantar?? Quem se estressa no fundo, sou só eu mesma... Sabe? Ontem um amigo do meu marido, desmaiou no trabalho, foi levado ao pronto socorro. Era um início de infarto. Com 32 anos! Foi por pouco. Eu penso: já pensou? Morrer de repente. Alguém levando tudo tao a ferro e fogo, nao tendo tempo de pensar na família, vive pra trabalho. E nunca pensa na eternidade. Nao sabe nem mesmo, pra onde vai depois de bater as botas. Tao estranho saber que pessoas nao pensam nisso...

Mas eu continuo meu pedalar.
E a cada dia creio mais que quem está comandando o guidon (ou se preferir, guidao) da minha bicicletinha é Deus, enquanto eu fico só fazendo pose como meu vestidinho florido. Vou seguindo meu caminho, aquele mesmo que Ele tracou pra mim, sem medo, sem receio, sem mágoas, sem cobrancas, mas sempre com fé e esperanca.
..."E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus"... Efésios 2:6
 E
* * * 

Vou agora fazer, finalmente, essa torta e levar pra senhorinha...

* * *
To fazendo como parte dos "freiburgers": saindo de FÉRIAS!
Até a volta, querido leitor deste singelo blog!


05/08/14

Alugar apartamento em vez de ficar em hotel

Existe na internet a possibilidade de alugar apartamentos em viagens, né? Tem até um site especializado nesses aluguéis, com ofertas de aps., casas e até barcos, lindinhos e bem decorados no mundo inteiro. O Airbnb. Conhece? Você já experimentou algo assim? Ou seja, em vez de você ficar em hotel, você fica num apezinho, geralmente bem mobiliado e confortável. 


sala de jantar e de estar, no fundo

Nunca tínhamos feito isso fora do Brasil (costumamos alugar apartamentinhos no Rio) e a primeira vez foi em Amsterda. Lá ficamos num apartamento joinha demais. E agora, nessa viagem a Bruge, também alugamos um.


Cozinha fofa
Temos um amigo que só de pensar nisso sente arrepios. Diz achar muito estranho usar coisas que foram usadas por outras pessoas poucos dias atrás. Nós, porém,  nao temos problema com isso, até porque, ué, nao é isso o que acontece num hotel, ora bolas?

ainda na cozinha
 O que acho mais bacana nesse tipo de coisa, é que tira a impessoalidade e rigidez dum hotel e você se sente em casa. Às vezes, convenhamos, até melhor do que em casa, dependendo do lugar que você for parar. Tem cada casinha lindamente mobiliada mundo afora, que você fica só babando e acumulando ideias pra suas próximas loucurinhas decorativas na sua própria morada ;-)
Delicadeza

É o que eu faco o tempo todo. Porque sabe, eu sou meio maluca com decoracao. Sou daquelas que anda pelas ruas olhando pra dentro das casas, sou o tipo voyeur mesmo e assumo. Amo ver como as pessoas decoram seus lares. Quando vou visitar amigos, fico olhando tudo e adoro quando eles me convidam pra conhecer a casa. AMO! E sempre acho algo bem bacana, seja num lar bem simples ou numa casa mais sofisticada. Às vezes até faco fotos, como essas que você vê aqui nesta postagem. 


Sao do apezinho em Bruge. Simplesmente um encanto. O dono é a gentileza em pessoa! Assim como em Amsterda, ele mora encostadinho no ap, o que facilita  ver mais ou menos de perto, quem está de passagem na sua casa. Além disso, ele prepara o café da manha na hora em que você pede, que aliás, foi sempre uma verdadeira delícia! O apartamento em Bruge era absolutamente todo lindinho, cheio de delicadezas em cada canto. E o preco ficou até mais barato do que muito hotel na cidade, que nao é nada baratinha!

Entao é isso. É só uma dica de viagem pra quem procura algo menos formal que um chato hotel.

03/08/14

Bruge, na Bélgica

Semana passada estivemos alguns dias na cidade de Bruge, na Bélgica. Nem sabia que estava visitando uma das nove recomendadas, na lista que a Ellen me indicou. A cidade é muito lindinha, merece mesmo estar em qualquer roteiro de viagens! Quando for a Bélgica, nao deixe de visitar. Vale muito a pena conhecer Bruge. Ela é tao antiga quando Colmar, e tem uma paisagem sempre tranquila, bucólica. Suas casas antigas sao lindas e muito bem cuidadas, alguns moinhos de vento fazem parte da paisagem assim como vários pequenos canais  entrecordados por pontes romantiquinhas (que parece mesmo que deram origem ao nome da cidade -  Brug se chama ponte em holandês, um dos três idiomas falado no país).

Gostamos muito da paisagem, das casas de pedras, das construcoes bem antigas, das pontes, do rio. É muito arborizada, come-se bem e a cerveja é esplêndida, como em toda a Bélgica ;-)
Vamos voltar lá se Deus quiser, foi uma viagem muito agradável.

Aqui algumas fotos.
Curte aí o passeio.





Ah nao liga nao, quem me conhece desse blog, sabe que amo fotografar bicicletas, janelas, varandinhas floridas, portas e.. olha quem encontrei confortavelmente curtindo o clima:
gente eu AMO esse cachorro!


A cidade nunca sofreu grandes danos em sua construcao, nem com guerra ou outro tipo de problema, por isso as construcoes que se vê por lá conseguem ser bem originais. 


 Todos os canais que sao vistos hoje foram constuídos na Idade Média.
E nao, os canais nao tem cheiro ruim como alguns de Veneza, foi apenas coincidência a menina ter colocado um lenco no rosto. Hora errada!


Cada cerveja (na Bélgica há mais de 1000 tipos diferentes de cerveja!) deve ser tomada no copo pertencente a marca da cerveja! Essa foi uma "exigência" que o dono do apartamentinho que alugamos nos fez. Curioso nao?




Na cidade há muitos museus, teatros e mercados de pulga. Estive num que quase me deixou doida. Onde você anda, encontra coisas antigas à venda, porcelanas maravilhosas, quadros, latinhas antigas (minha paixao),  chocolates deliciosos, que por sinal, é um dos melhores da europa! Ahh uma coisa acho estranho: quase 100% dos pratos que você pede num restaurante, tem batatinhas fritas como acompanhamento. Estranho pra mim que nao gosto de jeito nenhum de batata frita. É que lá, dizem as más línguas, sao feitas as melhores batatas fritas da zoropa. Bom, sei se isso é verdade nao, mas pra quem gosta, sim, parece que é, porque meu marido e filhinho adoram...