21/05/08

Amor de mãe

Tenho pensado muito no meu papel de mãe. E nas coisas que devo fazer pra melhorar como tal e por consequência, fazer dos meus filhos a cada dia, melhores seres humanos.

Acredito que não utilizo nem um terço da minha capacidade como mãe. Sei que sou uma pessoa muito autocrítica, sei que faço mais que muitas outras milhares de mães por seus filhos, apesar de cada uma ser cada uma, mas mesmo assim, sei que deveria fazer mais. E mais ainda, sei que isso que faço não é suficiente.

Colocar um filho num mundo, não é tarefa das mais simples. Mundo cruel este que vivemos, onde tantas histórias absurdas acontecem, onde os riscos todos são tão imensos. Mas isso é viver. E se não fosse tão bom, porque então os filhos vêm? não é mesmo? apesar de todos os problemas que as pessoas passam, o ser humano tem sempre a esperança acima de tudo, e essa esperança renasce também quando damos à luz um filho, uma nova vida à vida.

Mas, e nosso papel de mãe? bastou pôr um filho no mundo?

Ali é que começa uma bela duma jornada. Tanto pra nós, mães, quanto pra nossos pequenos seres, vindos de nós e tão dependentes de nós. Desde os primeiros momentos é de nós que eles precisam. E ao longo do decorrer de suas vidas, vão aprendendo a se desgarrar da mamãe aos poucos.

Mas o que será de nossos filhos depois? que tipos de seres humanos, nós, mães estaremos dando ao mundo? a sociedade? ao planeta?

O que temos em mãos é uma extrema responsabilidade. Isto sim! mesmo em casa, por poder do machismo, que até hoje impera, qualquer coisa que o filho faz, é pra direção da mãe que todos olham, é ela que leva a responsabilidade por tudo. Apesar de isso ser ruim, é este um fato. Ao mesmo tempo que um pai cobra isso da sua mulher, ele sabe que o laço que liga um filho à sua mãe é eterno, é durável, é imaculável, é lindo e puro.

Um dia, eu estava num ônibus e havia lá também um casal com dois filhos pequenos,um deles, com poucos dias de vida. Por alguns minutos, a mãe precisou se ausentar, na poltrona os filhos permaneceram com o pai. O bebê recém nascido, chorou todo o tempo no colo do pai, mesmo este tendo feito de tudo pra calar a boca do nenén que já começava a incomodar alguns passageiros. A mãe veio correndo pra socorrer seu pequeno e bastou ela sentar na poltrona e colocar o bebê no colo, próximo ao seio, pra ele no mesmo instante, parar de chorar. E ficou ali, no peito de sua mãe ouvindo aquele som já conhecido de suas batidas do coração, de sua respiração, não queria mamar, não estava xixi, não queria nada, pra ele bastava aquele som e aquele cheiro de mamãe. Eu estava com os meus dois do lado, e abracei os meus pequenos como se eles ainda fossem dois bebês...

Pensando nesse casal, penso que é esta a função que temos. De estarmos do lado dos nosso filhos quando eles choram, quando eles precisam.

Muitas vezes nossos filhos choram sem demonstrar, sem escorrer lágrimas. Eles não querem aumento da mesada, não querem comida, não querem ir ao McDonalds, não querem o mais novo par de tênis da moda, não querem aquele super hiper IPod novo que acabou de ser lançado, eles só querem sentir o nosso bater do coração pertinho deles, o nosso olhar de aprovação ou não (porque filho não espera que a gente diga sim pra tudo, porque eles precisam de limites, e esses somente nós podemos dar), eles só querem nosso abraço, o nosso carinho, nossa presença por perto. Eles só querem que a gente desligue a televisão que passa as novelas em série, uma atrás da outra, ou o computador um pouco.

Ser mãe não é só alimentar os filhos. É prepará-los pra vida. E essa preparação pra vida não é só ensinar a atravessar a rua, ou comer com a boca fechada, é muito mais.

É aproveitar o pouco tempo que temos com eles. É olhar no olho e silenciar pra ouvir o que eles têm a dizer. É calar quando necessário e falar sem pudor quantas vezes for preciso. É "ajudar, auxiliar" nas liçoes de casa, mas sem fazer por eles, é ajudá-los a pensar sozinhos, mostrando alguns caminhos de raciocínio. Não é pegar na mão, é dar a ferramenta necessária pra eles construirem sozinhos, mas sempre sabendo que a mamãe está por perto. É ensinar os valores da vida, o respeito às pessoas, às leis. É fazer mais. Mais do que a gente acredita que pode.

Mas ir até onde podemos. Até onde está nosso limite. Não superar pra não pirar, porque afinal, somos mulheres e temos nossas próprias necessidades.

Botar um ser humano a mais neste mundo, é saber que mais vale o que fazemos do que o que dizemos. Afinal de que adianta falarmos por exemplo, pra eles não falarem palavrão se nós falamos? ou que eles não devem jogar lixo na rua, se nós jogamos as pontas de nossos cigarros, o palito de picolé, o papel da bala? De que adianta falar que mentir é feio se nós mentimos sempre, ou que falar da vida dos outros é feio, se nós não saimos da casa do vizinho e não fechamos a matraca falando mal de uma e de outras?? ou que ler é bom, mas eu não leio nem mesmo aquela receita de pudim que ele tanto gosta e sempre dá errado porque eu não quero ter o trabalho de ler pra acertar a medida de leite ou o que for? de que adianta xingar meu filho porque ele não organiza seu quarto, se o meu guarda roupa é uma bagunça? ou falar pra minha mãe que ele não me obedece, ou xingá-lo de desobediente, diabinho, capetinha, se eu não imponho limites??

Amar é impor limites. Criança precisa de limites, precisa de bons exemplos sendo executados e não somente comentados. De limites!! Criança precisa de nãos. Criança precisa cair, precisa chorar. Precisa ralar o joelho. Precisa de uma nota vermelha na escola.

Criança precisa de amor, muito amor e se sentir protegida.


Tenho pensado muito sobre isso.

19 comentários:

  1. Sei do que fala e compreendo a 100%.

    Penso que depois de tomarmos conta deles, de os acarinhar, de os ouvir, de os entender e de os acompanhar, o mais difícil e o verdadeiro amor de mãe é deixá-los partir.

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  2. Eu acho tbm Patti. Outro dia falando com minha sogra, ela comentava que o filho saiu de casa pra estudar fora com 16 anos. Perguntei como foi pra ela, no que respondeu com uma tristeza no olhar que me doeu a alma: " foi muito, muito difícil Nina"

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  3. Ninaaaaaa, que saudade!!! Desculpe a ausência. Estava viajando a trabalho, e a cabeça de vento aqui esqueceu de avisar lá no blog. Ô! Ficou todo mundo preocupadinho com a falta de post. Tá tudo bem, só muito trabalho, mudança de casa feita a prestação, um pouquinho de cada vez, porque foi tudo-ao-mesmo-tempo-agora: casa nova, emprego novo pro Shrek, e muitas viagens pra mim. Imagine o quase caos doméstico!

    Mas vamos levando. Me desculpa não parar pra ler seus ultimos post, ainda tô meio correndinho, mas passo com calma depois e leio tudinho. A-do-ro!

    Mto beijo, querida Nina!

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  4. Precisam tambem de liberdade para pensar nas situações que surgirâo em seus caminhos e como respodenrão a elas, pensar por eles mesmos e criarem seus proprios limite, NinaPink

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  5. A ausência do Pai

    Segundo assinala Patrícia Fernandes, psicóloga infanto-juvenil com vasta experiência em temas de família, existe uma tendência muito acentuada - com exceção das mulheres que ficaram viúvas - de que as mães procurem "apagar" a figura do pai do contexto familiar. "Há muito poucas mulheres que conseguem separar suas raivas e conflitos interiores e, em geral, transmitem às crianças os sentimentos de frustração derivadas da relação fracassada com o cônjuge. É freqüente que as crianças se transformem em confidentes da mãe e recebam todas as críticas que ela faz ao pai", indica a psicóloga.

    Como conseqüência, há uma alta porcentagem de crianças que não tem pais funcionando bem não só pela irresponsabilidade do próprio pai, senão que pelos efeitos da consciência da mãe. "As mamães devem ter claro que é muito importante a presença do pai na educação e formação dos filhos, especialmente nos filhos homens", explica Patrícia Fernández.

    Se o pai está ausente da vida do garoto, é preciso proporcionar-lhe igualmente uma imagem paterna, porque isso lhe assegura um equilíbrio emocional e a possibilidade concreta de poder, no futuro, formar uma família. Um substituto masculino significativo para o menino pode ser algum de seus avós, um tio ou inclusive algum professor e, para estabelecer uma relação entre ambos, é preciso que exista uma clara disposição desse substituto de estabelecer um vínculo com o garoto mais além de seu parentesco ou relação inicial.

    Assim mesmo, é vital dar-lhe respostas coerentes e consistentes frente à pergunta: tenho papai? Ou: por que meu pai não vive comigo? Estas perguntas variam dependendo da história de cada mãe, porém sempre, segundo indica Patrícia Fernández, "devem dar à criança a certeza de que ela tem um pai, que pode estar longe no caso das mães solteiras ou separadas, porém que em algum momento pode voltar; ou que está no céu, quando se trata de mães que ficaram viúvas, porém que estará sempre presente em seu coração".

    É importante evitar na criança a fantasia de que seu papai se foi porque não o queria ou que o que se sucedeu entre seus pais foi por culpa dele. Por isso, é necessário deixar-lhe claro que seu pai o ama, porém que, por distintos motivos não pode estar com ele.

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  6. Como educar os filhos no Jap�oDi�logo, corre�es e bom relacionamento ajudam a criar par�metros para que a crian�a se torne um adulto respons�velpor Alex Stefanio Pereira
    21.12.2007
    Educar os filhos n�o � uma tarefa f�cil. Educ�-los em um pa�s estrangeiro, com costumes e valores diferentes � ainda mais complicado. Milhares de fam�lias de dekasseguis brasileiros vivem essa situa�o. Muitas vezes, n�o sabem como agir na educa�o de suas crian�as. Devo fazer como os japoneses? � certo corrigir os fi- lhos como se estivesse no Brasil? O que dizer �s crian�as quando o pai ou a m�e viaja ao arquip�lago a trabalho e o resto da fam�lia fica?

    Gambare! levantou essas quest�es e conversou com o psiquiatra, m�dico, escritor e educador I�ami Tiba, que h� d�cadas acompanha a rela�o entre pais e filhos. Ele faz um alerta usando um exemplo curioso: �Os adultos, hoje, s�o uma gera�o �asa e pesco�o�. Seus pais comiam coxa e peito e davam para eles o que sobrava do frango, justamente a asa e o pesco�o. Hoje, esses adultos se tornaram pais e, para agradarem seus filhos, continuam comendo o que resta e deixam a molecada com as partes boas�, brinca Tiba.

    Moral da hist�ria: na tentativa de poupar os filhos e dar-lhes o melhor, os pais erram em n�o corrigir e ensinar, o que pode trazer graves conseq�ncias futuras, quando a crian�a acostumada a ter suas vontades satisfeitas crescer. Confira, a seguir, os pontos de vista de Tiba sobre educa�o, pais, m�es e filhos.

    M�e, o elo da fam�lia
    Se antes a mulher era somente dona de casa, hoje ela se divide em v�rios pap�is. Ela entrou de cabe�a no mercado de trabalho, tirando, �s vezes, o espa�o do homem. Essa transforma�o, por�m, n�o teve muito impacto em casa, pois l� ela ainda continua sendo a figura fraterna de sempre. No lar, a mulher se envolve mais com os filhos, por ter mais facilidade de relacionamento e afetividade. Por isso, a m�e tem de ser um elo de liga�o para o bem-estar no conv�vio do lar. Um dos problemas femininos, por�m, � a dificuldade da mulher em delegar certas tarefas. Ela acha que tem de cuidar dos filhos como se n�o trabalhasse. Ela se sente culpada e tenta compensar os filhos com coisas materiais. A mulher que trabalha precisa delegar o poder. Muitos homens tamb�m precisam mudar, pois n�o ajudam em casa porque ainda acham que �� coisa de mulher�. No relacionamento com os filhos, a m�e precisa se impor. Ela est� mais vulner�vel ao desrespeito, por passar mais seguran�a � crian�a. Para as m�es, Tiba d� um conselho: �Na hora de dar uma ordem, nunca associe a bronca com elogios como: �At� quando est� assustado, meu filho � lindo�. N�o � hora para demonstrar isso. Pois voc� poder� sabotar sua pr�pria autoridade.�

    O novo papel do pai em casa
    O pai sempre foi considerado o homem da casa, o macho Alfa, �o dono do peda�o�. E o lema de todos era: �paci�ncia curta, voz grossa e m�o pesada�. A mulher educava, e o homem batia. Na hora do jantar, quem sentava na ponta era a figura masculina. Nos �ltimos 50 anos, isso vem mudando na sociedade e o homem passou a usar mais a emo�o. A figura do pai severo mudou e o conv�vio atual entre pai e filho � diferente: os filhos comem coxa e peito, enquanto os pais continuam comendo asa e pesco�o. �O pai atual sofre com a �birra� dos filhos, contrariando a velha imagem: paci�ncia curta, voz grossa e m�o pesada�, diz I�ami Tiba. N�o que a conduta de hoje esteja sempre errada, mas, com a falta de pulso, as crian�as crescem sem um senso de responsabilidade, tornando-se pessoas com falta de interesse no futuro. S�o v�timas da falta de seriedade com que est�o sendo criadas. O pai de hoje n�o deve deixar que o filho estabele�a as regras e que sua figura perca a autoridade. Ao mesmo tempo, � necess�rio que haja um relacionamento intenso. A conversa � imprescind�vel. Entra, no lugar da for�a bruta, o fator de entendimento

    Criando filhos no arquip�lago
    Se o relacionamento entre pais e filhos j� � complicado pela pr�pria natureza, fica tudo mais dif�cil quando se vive no Jap�o, a trabalho, e ainda � preciso manter o processo de educa�o. O Jap�o tem refer�ncias totalmente diferentes do Brasil. Ent�o, como cuidar de nossas crian�as? �Se a fam�lia est� no Jap�o, as regras do pa�s t�m de ser seguidas. N�o d� para agir como se estivesse no Brasil.� Se a fam�lia est� dividida - o pai no Jap�o e a m�e e filhos no Brasil -, os pais podem aproveitar essa situa�o para ensinar responsabilidade aos filhos. �A m�e pode usar a imagem do homem se esfor�ando para conseguir o sustento t�o longe de casa e passar para a crian�a esse senso de responsabilidade. E o pai que mant�m contato com a mulher e seus filhos aqui refor�a o conceito de educa�o � crian�a�, diz Tiba. �Pode-se at� usar um pouco de �chantagem� nesse caso. O pai, longe, trabalhando, mostra que o filho n�o pode deixar de estudar, porque ele pode repetir de ano e todo o sacrif�cio feito poder� ser jogado fora�, completa. Tiba tamb�m refor�a que a rela�o entre marido e mulher � no caso de somente um viajar � tem de ter fidelidade, para que isso seja transmitido para a crian�a. �Os pais t�m de transmitir seus valores para os filhos, para que eles adquiram valores familiares. Se a mulher come�a a trair o pai que est� l� os filhos v�o fazer o mesmo quando crescerem.�

    Dicas

    Quem � I�ami Tiba
    O nissei I�ami Tiba � um dos maiores nomes brasileiros quando o assunto � a educa�o de crian�as e adolescentes. Formado em Medicina pela Universidade de S�o Paulo, psiquiatria pelo Hospital das Cl�nicas, � professor-supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federa�o Brasileira de Psicodrama e membro da Equipe T�cnica da Associa�o Parceria Contra Drogas - APCD. Nascido em Tapira� interior de S�o Paulo, Tiba � autor de 20 livros, sendo seu best-seller o livro Adolescentes: Quem Ama Educa, que j� est� em sua 25� edi�o. Ao todo, tem mais de 1,5 milh�o de livros vendidos. Palestrante consagrado � proferiu mais de 3.200 palestras no Brasil e no exterior � Tiba � presen�a constante em programas de TV e apresenta o programa semanal Quem Ama Educa, na rede Vida, no qual, com seu jeito falante e extrovertido, d� dicas de como pais e filhos podem se entender. Casado, pai de tr�s filhos e av� ele sentiu na pele o que muitos nikkeis sentem em rela�o a educa�o dos filhos. Seu pai era monge budista, fiel seguidor das tradi�es japonesas, entre elas a do miai, o casamento arranjado. �Sa� de casa para n�o aceitar o miai�, conta ele que casou-se com Maria Nat�rcia, a mulher que o incentivou a transmitir seus conhecimentos.Conflito de gera�es
    A rigidez � um forte tra�o dos nikkeis, por isso tanto pais quanto filhos s�o muito duros. A nova gera�o quer romper com antigos padr�es, como a imagem de que os japoneses s�o t�midos e introvertidos. Mas, para isso, radicaliza: come�a a usar cabelos coloridos, piercing, tatuagens, roupas extravagantes. Eles fazem isso porque n�o encontram uma forma de fazer uma mudan�a gradual, por causa da dureza dos nikkeis. O recado para pais dur�es e filhos rebeldes � que n�o estamos mais em tempos de mandar e sim de colaborar, de formar uma equipe. No sistema antigo, era o pai quem dava a �ltima palavra. O pai era centralizador e autorit�rio, mas essa estrutura familiar est� ultrapassada. Hoje, tem raz�o quem tiver mais conhecimento sobre a quest�o. Pode ser o pai, a m�e, o filho ou at� outra pessoa. Trabalhar em equipe � assim: quem descobre o melhor caminho ensina os demais.

    Limites com o dinheiro
    Dinheiro � um aspecto muito s�rio no processo de educa�o. � preciso impor limites, pois tudo que vem f�cil, vai f�cil. Nunca � bom dar nada de gra�a para o filho. Assim, voc� pode atrofiar o potencial de desenvolvimento dele. �Muitos pais d�o dinheiro para o filho comprar comida, e a crian�a vai e compra algo para seu pr�prio bem, como um �lbum de figurinha, e sai impune. Os pais j� est�o contribuindo para um mal que est� acabando com o nosso pa�s: o desvio de verbas�, ironiza o escritor. A atual gera�o de nikkeis tem sido muito condescendente com os filhos com rela�o ao dinheiro. Eles d�o demais. O pai � capaz de comer o prato mais barato do restaurante para economizar e comprar o par de t�nis car�ssimo que o filho quer. A� a crian�a � t�o abusada que nem valoriza o t�nis. Os filhos deveriam ser educados para merecer o que recebem. E os pais n�o deveriam se sacrificar por causa dos filhos e, sim, fazer com que eles se desenvolvam para se tornarem independentes

    Guardar os brinquedos
    A educa�o dos filhos se d� at� na hora de guardar os brinquedos. Ap�s se divertir, a crian�a costuma deix�-los jogados no ch�o, e quem sempre guarda s�o os pais. �Ningu�m ensina para a crian�a que esse brinquedo precisa ser guardado. Crian�as que cuidam de brinquedos aprendem a ser cidad�os, aprendem a respeitar outras pessoas. A crian�a cuidar de seus pertences j� faz parte da cria�o do car�ter dela�, diz.

    Exemplo em casa
    Um dos fatores mais importantes na cria�o das crian�as � a rela�o saud�vel entre marido e mulher, e a harmonia existente dentro de casa. O homem fazendo o papel de chefe da casa e a mulher sendo o cora�o do lar � apesar deste conceito estar se modificando nos tempos atuais � influi totalmente na constru�o do car�ter humano infantil. �O exerc�cio familiar � um exerc�cio de cidadania�.

    Errar � normal
    Pais muitas vezes ficam com vergonha do que os filhos fazem ou v�o fazer. N�o devem se importar tanto com que os outros pensam e sim com o que eles pensam sobre o assunto. N�o se pode for�ar o filho a ser sua pr�pria imagem. Muitos pais acham que sempre est�o certos e querem impor seu ponto de vista aos filhos. Isso n�o funciona. � importante respeitar os valores dos filhos.

    Investir em educa�o
    O ponto b�sico para a cria�o de uma crian�a se resume no relacionamento humano. E, para que os filhos sejam melhores do que os pais e n�o menos capazes, como est�o sendo atualmente, os pais t�m de investir em educa�o. �Ent�o quando forem fazer fofocas, fa�am sobre cidadania, compet�ncia e �tica, que assim formar�o cidad�os preparados�, finaliza o escritor

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  7. Nina, e eles crescem tão rápido néam? É por isso que eu digo que o melhor presente para nossos filhos são raízes e asas.Beijo grande
    K

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  8. Esqueci de dizer que tenho uma foto como aquela que você postou, do Jujuba e da Valon.Os dois, de mãos dadas, caminhando pela estrada.E o melhor é que foi espontâneo.Outro beijo.
    K

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  9. Nina, Nina, Nina...

    Você me emocionou.
    É exatamente o que eu penso.
    No dia em que descobri que estava grávida, parei de beber, parei de falar palavrão e comecei a policiar meu comportamento mais do que já fazia. Fui muito criticada, mas nem liguei. Eu dizia que ia colocar um ser humano maravilhoso no mundo. Que além de linda e inteligente, ela seria educada, civilizada e generosa.
    E luto arduamente, todos os dias, para conseguir isso. E eu vou conseguir. Estou colocando uma criaturinha maravilhosa neste mundo grande sem porteira.
    Mais uma vez, você me emocionou.

    Bjux queridíssima!

    (Eu não comentei nada no post de ontem pq eu não consegui, este tema me dá um nó na garganta e uma síndrome do pânico)

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  10. Nina tudo isso que vc escreveu é o que toda boa mãe pensa(pq sabemos que existem mulheres que nunca deveriam ser mães, infelizmente)antes de ter o Gustavo não me preocupava com nada, depois que ele nasceu, vivo pensando no futuro dele, se ele será uma criança feliz, tenho medo que ele sofra, que não consiga ter uma boa profissão, trabalho muito por que não quero que falte nada p ele, chego morta de cansada mas tenho que fazer as tarefas e conversar com ele, pq eles sentem falta disso, é como vc falou, dar atenção e carinho vale mais que mil presentes, sei que criamos os filhos para o mundo mas é bem dificil aceitar isso. Li sobre o que vc escreveu sobre abuso sexual, trabalhei em um Hospital o Francisca Mendes há 1 ano atrás que tem um programa chamado SAVAS - Serviço de atendimento á vítimas de Abuso Sexual,tem toda uma equipe:enfermeiro, psicologo, assistente social e médico e qdo estava de plantão atendíamos muitas pessoas, mas o que mais chamou atenção é que 80% dessas vítimas eram crianças de 0 á 7, entre meninos e meninas e os agressores eram o próprio pai, padrasto, o tio, vizinho e assim vai, teve um caso que me chamou atenção de uma mãe que sabia que as filhas eram abusadas pelo pai, mas não queria denunciar pq ele dava mesada e ela não trabalhava dá p acreditar!!!!! Eu senti vontade de surrar aquela mulher,as crianças uma de 6 e outra de 4 chegaram num estado deplorável que não vou descrever aqui e ela só levou as crianças pq estavam sangrando se não fosse isso não teria levado, tivemos que acionar o conselho tutelar e a polícia, ela e o pai foram presos e as crianças levadas para um abrigo, ela só não apanhou por causa disso(eu não ia bater nela pq não podemos nos envolver mas ás vezes preciso me conter)tudo isso é muito triste, não consigo entender como o próprio pai abusa de sua filha!!! Infelizmente esse é o mundo que vivemos com "doentes" desse tipo, o devemos fazer para mudar é DENUNCIAR, bom já escrevi muito, Bjos!!

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  11. Cris querida,que saudade. ainda bem que era só uma viagem. até me preocupei... um beijao!

    Ruy do céu, que diaxo de comentários gigantes são esses meu filho??? pra me chamar de Nina Pink só vc mesmo né? Inté!

    Hey K, é isso mesmo, eles crescem e logo logo, partem com suas asinhas... agora que presente lindo esses: raizes e asas. Amei!

    Marcinha, eu tbm fiz minhas mudanças qd decidi ter minha filha, há 13 anos. A gente tem que mudar pra melhor, crescer, evoluir. ser melhor pra nós mesmas, pra eles.

    Cris.. que absurdo isso que vc comentou. Meu Deus! que vergonha um ser fazer isso com as próprias filhas! isso me dá vergonha, e vontade de chorar. é triste a que situação o ser humano chega. é triste demais tudo isso e vcs fizeram mt bem, isso é caso pra policia mesmo. De tudo isso que vc comentou, o que mais me dói é o grande trauma que mt provavelmente essas pobres crianças, essas pobres alminhas, anjinhos de Deus, carregarão pelo resto de suas vidas. Eu tenho vontade de chorar. Nada mais. eu no seu lugar, nao teria aguentado a barra. te admiro prima.

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  12. Oi Nina... minha filha fez 18 anos domingo ... menina passou tão rápido... ainda consigo sentir o cheirino de bebê hehehehehe
    Tem razão: exemplo é tudo de bom na criação de um filho. Eu costumo dizer que se não tiver mais filhos tudo bem... curtir tanto a Tata: dormimos sempre juntinhas, fomos sempre ao cinema, ao teatro, vimos muito Castelo Ra Tim Bum... enfim... missão cumprida.
    Um forte abraço.

    "A gente nunca deixa de ser criança enquanto tem uma mãe a quem recorrer." - Sara Orme.

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  13. Ôba...voce veio!!
    Já tava sentindo a sua falta...
    achei que tinha se esquecido de mim e do meu planetinha...como a Laura que nunca vem...:(
    Obrigada pelo comentário...e pelos parabéns!
    Pois é voce viu...mudei!!
    Precisava né?? mas é que não entendo nada de HTML..e fico boiando em auto mar...rs
    mas fucei ate achar um cantinho que tivesse tudo pronto..e záz..
    Ficou azul..da cor que amu!!

    Olha adorei a postagem e acredito Nina que só pelo fato de você querer se melhorar como mae, já demonstra o tipo e modelo de mãe
    que é...
    você corre atrás, busca, coloca
    seus filhos como objetivos máximos
    na sua vida e de quem esta contigo.
    Isso tudo já demonstra...
    voce se cobra demais...mas vemos
    pela Laura o exemplo seu...e de
    como voce a cria...como é uma
    BELA E MARAVILHOSA MÃE...
    falta talvez oportundidade de
    ver tudo isso neles...
    mas um dia voce enxerga...rs
    Mãe que é mãe é meio ceguinha mesmo!!
    hahahahaha...Bjim...
    Linda quinta!!

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  14. Eu vi Ro, mas nao deu pra comentar, como sempre.. e quando sai esse novo blog??? Nossa, eu tbm vi mt Castelo RáTimBum, muuuuito mesmo. Nas primeiras exibicoes, Laura ainda era bebê. que gracinha lembrar.

    Lu, esses sao receios de toda mãe. É normal, mas pra aquelas como eu, que críticas demais, as cobrancas sao maiores. A gente tenta se melhorar. Mas sim, eu vejo meus filhos e seu desenvolvimento, admiro-os demais. A cobrança é minha mesmo, pessoal.

    Bjs

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  15. Eu não sei como é ser mãe,mas tenho certeza absoluta que vc é uma ótima mãe...Pessoas boas são naturalmente boas mães e pra falar a verdade vc foi uma das melhores que já vi.
    Nina,obrigada pelos parabéns pelo meu trabalho, estou muuuito feliz!
    Beijos

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  16. Sabe o que eu lembrei? De um comentario que ouvi, que acho sensacional: pai e mae a gente nao escolhe. Mas escolhe como lidar com eles. Então, eu acho que a gente faz sempr eo melhor que pode, naquele momento, naquela ocasião. Claro que, depois, com a experiência, aprendemos o que pode ser mudado par ao futuro (por isso temos a chance de ser avós! hehehe). E a parte dos filhos? Aprender a nos aceitar como somos também! Bzus grandes, boa semana, Ethel Scliar

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  17. Olha, passei aqui por a caso e adorei, parabéns a todas você, mulheres que são, mães, isso me fez lembrar de minha querida mãe e ao ler em alguns parágrafos meus olhos firacam rasos d'água de tanta emoção.
    Felicidades a todas você mães.
    Evaldo.

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  18. Oi Nina tudo bem?
    Amei sua matéria. Linda mesmo. Obrigada por nos presentear com palavras tão incentivados. Estou lendo um livro "Há Poder em Suas Palavras - Don Gosset", que não fala diretamente das palavras das mães ou dos pais, mas que abrange um modo geral. Porém cada vez mais estou convencida de que cada palavra que proferimos tem um grande poder mesmo.
    Um grande bjo, que Deus continue te inspirando a escrever mais e mais.

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  19. hello espectacular assunto , gostei bastante, secalhar poderiamos fcar blog palls :) lol!
    Tirando as piadas sou o César, e como tu publico blogues embora o tema principal do meu blog é bastante diferente de este....
    Eu escrevo blogs de poker que falam de dinheiro grátis para jogar poker sem teres de por o teu capital......
    Adorei bastante aquilo li aqui!

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